setembro: quase-início e quase-fim

9/9 – férias de verão
ando pensando, ultimamente – agora que decidi viver às minhas custas -, que as pessoas têm razão em gostarem de feriado, férias, greves, dispensas, pontos facultativos etc. amo o que estudo, amo meu trabalho, mas, ôxe, isso dá uma canseira!

tenho trabalhado com a Cal há muitos meses a possibilidade de viajarmos juntas, e o recesso de janeiro parece ser a época ideal pra isso. queremos viajar pelo Brasil – provavelmente pelo nordeste, possivelmente pra Salvador – e as passagens costumam ser bem salgadas por aqui. talvez eu tenha que criar um cartão de crédito pra podermos parcelar a passagem e tudo o mais.

28/8
setembro foi um mês difícil. a última semana me provocou um mal estar tão profundo que faltei dois dias seguidos de aula. aquilo que todo mundo diz sobre agosto – que dura dois anos, que é o mês do desgosto – foi pra mim esse setembro. por um lado, foi um mês muito intenso, em que fiz muitas coisas que realmente gosto. mas aquela ansiedade absurda que me acometeu nos primeiros meses do ano me pegou de assalto em setembro de novo, embora dessa vez eu não tenha ido para num hospital. graças a deus. fiquei com muito medo.

é tragicômico como a ansiedade é um processo quase automático em mim. eu leio algo que queria fazer na primeira semana que ainda não fiz e o fato de não ter feito tal coisa já me deixa com o olho arregalado, a respiração falhada, um aperto ruim no peito. creio que levo a sério demais a vida cotidiana… curioso que isso vai contra tudo aquilo que eu, racionalmente, acredito ser verdadeiro e bom.

no ônibus estive pensando: talvez essa letargia dos últimos dias/últimas semanas se deva à uma sensação inquietante de não estar construindo nada. sei lá, meio Pitty em deja vú. morando sozinha, ganhando minha grana, batalhando por mim mesma e tomando minhas decisões meus sonhos ficaram meio à deriva. foquei tanto em alcançar esse objesonho que talvez tenha me esquecido ou deixado por tempo demais na sala de espera uns sonhos tão antigos e intensos que, coitadinhos, pegaram no sono.

só não posso sentir que a vida seja só isso, entende? digo, acordar dormir trabalhar comer fazer compra ser feliz fim de semana.

agora me ocorreu que talvez fosse interessante eu registrar, em listas, o tanto de coisas que FIZ num dia, e não o tanto que resta por fazer. talvez assim meu cérebro aprenda a valorizar nossos esforços.

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