evernote vintage

Como disse ontem, tô pilhando a ideia de fazer um bullet journal, técnica de planejamento+registro que descobri ontem mesmo, e que fez a viciada em papelaria que mora em mim regredir aos cinco anos e gritar, pulando “EU QUERO, EU QUERO MUITO, AI MEU DEUS, PRECISO DISSO AGORA!”. 😀

Desde que comecei a fazer cadernos e me interessar pelo mundo do scrap (embora a vida adulta não esteja deixando eu me dedicar muito a essas terapias deliciosas), tem ficado mais legal organizar e registrar a minha vida (que são duas coisas que gosto muito de fazer). Tenho andado com muito cuidado pra cumprir as tarefas dos dias sem cair na loucura da qual recém saí. Mas, de fato, como meu caderno de pimentinha acabou, minha vida tem sido uma confusão de post its e papeis soltos. E, bom, não ta sendo bacana.

Os dois primeiros cadernos que eu mesma fiz e usei tinham uma desorganização absoluta e era uó pra achar as coisas. Da última vez, dividi em seções – tododia, brainstorm e planos de aula -, o que funcionou por um tempo, mas o brainstorm acabou super rápido, e os planos de aula e demais listas de afazeres ainda ficaram um pouco confusos.

O que o bullet journal parece ter de legal é a possibilidade de escrever o que, quando e quanto você quiser ou precisar em cada dia. Apesar de ter essa vibe legal de diário, agenda é chato porque deixa todos os dias com a mesma cara, e se eu tiver um dia improdutivo ou livre, vou ter gasto páginas e páginas completamente à toa. No caderno, limitar seções foi uma boa tentativa, mas as páginas acabaram e eu fiquei na mão. E não tinha encontrado uma maneira prática de achar as anotações que fiz no dia tal e nunca tinha pensado nessa ideia magnífica que o tal do Ryder Carroll teve: palavras chave!

Funciona assim: você basicamente precisa de um caderno quadriculado ou pontilhado (que é bem gracinha, aliás) – ou até um pautado ou sem pauta, se você se garantir pra não deixar tudo torto – e uma caneta (mas é claro que com figurinhas e durex estampados e canetas e post its e clips coloridos fica beeeeem mais legal, principalmente se a intenção for construir não só o planner, mas o diário que o bullet também é). Na primeira página, você faz um índice. Já começa incrível: se trata de um livro da sua vida! 🙂 ❤ (Isso me lembra desesperadamente o conto “Livro de areia”, do Borges, OMG)

O índice vai sendo construído enquanto o caderno é usado. As páginas sempre devem ser numeradas e cada assunto/dia diferente deve ter uma palavra chave. É essa palavra chave que vai ser colocada no índice, ao lado da(s) página(s) referentes. Um Google analógico, oh que beleza 😀

Outra coisa fundamental é a legenda: na mesma página do índice, ou na parte interna da capa do caderno (onde ficar mais prático pra consulta, na real), anota-se o que significa cada símbolo que vai acompanhar as tarefas  das páginas seguintes.

PaulaAbrahao-BulletJournal2

Na página seguinte, você anota o calendário do mês corrente. Aliás, ta aí outra coisa legal do bullet: a gente perde totalmente a desculpa de se organizar a partir do ano que vem – você pode começar a qualquer dia, e até parar e voltar em qualquer momento que achar necessário. O calendário vêm em duas linhas verticais: uma para o dia (número) e outra para o dia da semana (inicial):

Isso é legal pra anotar feriados ou dias de provas e eventos já marcados, pra se ter uma visão geral do mês. A dona desse bullet ainda separou um espaço pro controle financeiro do mês dela, o que é uma ideia brilhante, devo dizer. *-*

A partir daí, é só listar as tarefas e acontecimentos do seu dia, e ir marcando de acordo com a legenda o que é urgente, o que já foi cumprido etc.. Também dá pra se aproveitar do quadriculado (ou pontilhado) do caderno pra fazer calendários mensais ou semanais com mais espaço, tipo uma agenda, mesmo. Vi algumas fotos por aí de gente que aproveita pra marcar em quadradinhos quantos copos de água tomou, quanto exercício físico fez, o que comeu no dia…

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Mas acho que talvez o mais lindo seja o fato de você poder rabiscar sem culpa de ocupar espaço de páginas destinadas a afazeres (é só botar no índice!); de poder colar fotos e ingressos como num diário e ter fácil acesso a lembranças no mesmo lugar em que você planeja seus projetos e anota coisas importantes. E isso na ordem entrópica e empírica em que as coisas forem acontecendo na sua vida (e o espaço necessário para cada uma), e não na ordem e espaço pré-determinados pela agenda.

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Já consigo até ver meus planos de aula e meus rabiscos de poemas e roteiro convivendo num só caderno colorido e frufruzento. ❤

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