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da deriva ao devir

“O verbo ‘derivar’ refere-se ao vocábulo “deriva”, que na linguagem de É. Glissant significa o apetite do mundo. A deriva nos leva a traçar caminhos no mundo. E é também uma disponibilidade do sendo para todas as migrações possíveis (N. T.)” – rodapé em “Crioulizações no Caribe e nas Américas”, do Glissant.

“Pra que a gente se entenda algum dia há de ser como o louco Quixote e a lógica insiste em guardar no seu pote a mais linda palavra que eu ia dizer. Mas qualquer dia você vai me ver disfarç-há de fazer como eu que disfarço na tal fantasia a magia e só me fantasio do que venho a ser. E o que se espera da minha cabeça há de ser invertido e a sonata que eu já compus virou rock. Quem roubou minha loucura fui eu e agora devolvi”. Quebra cabeça sem luz, do Oswaldo Montenegro.

É a fome, a raiva, a loucura, o animal que me fazem sair da passividade e correr atrás do que quer que seja. No princípio, era o verbo. Mas só se conjugou por instinto. Vontade. Necessidade. Comida, diversão e arte.

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Autor:

Carioca, 22 invernos, leão com touro. Gosto de apreciar e busco produzir arte. Sou professora. Faço cadernos. Amo. Assim, intransitivo, mesmo.

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