gerindo a ansiedade

Sou viciada em organização. E isso é ruim, porque, no fim das contas, significa que nunca estou satisfeita com o que faço, não importa quantas coisas tenha feito. E quero mudar isso.

Quero mexer menos no celular, porque isso afeta meu emocional e minha produtividade para coisas mais úteis – tipo a vida real. Para isso aproveitei os quatro alarmes que criei para soar ao longo do dia. A ideia inicial dos alarmes foi gerar pausas para reflexão sobre meu estado de espírito naquele momento, além de servir para me lembrar de tomar o floral. O alarme diz “Como você está se sentindo agora? Por quê?” e a ideia é que eu aproveite este momento para refletir sobre o assunto responder às perguntas – apenas mentalmente ou registrando em um papel, ainda não decidi -, de modo que se a ansiedade estiver me atacando naquele exato momento, o alarme me sirva de alerta para tentar mudar meu estado de espírito a partir dali.

Vincular o uso do celular a essas pausas tem o objetivo de reduzir as vezes em que eu mexo nas redes sociais, e principalmente evitar que eu entre no Instagram e no Facebook, sobretudo, em momentos de fragilidade. Esses sites costumam me fazer mais mal ainda quando já estou frágil por alguma razão pessoal. Sua felicidade mascarada – é infantil, eu sei – me afeta muito quando estou triste. E não quero dar brechinhas pra tristeza se instalar. Nem ficar dependente delas para ficar felizinha por ter exposto minha felicidade mascarada. Na verdade, gostaria de reduzir meu uso de redes sociais para divulgação de projetos artísticos (e encontro nesse objetivo o pretexto para não haver desativado definitivamente todas as minhas contas), mas ainda não sei se sou capaz de tamanho desapego. Escrevendo isso me dou conta do quanto essa dependência é ridícula. Mas sou capaz de me desvincular dela, e sei que vai ser árduo, mas vamos lá. Enfim, ao soar de cada um desses quatro alarmes, depois de refletir sobre as perguntas e tomar o floral, posso checar as notificações, se quiser. Quatro vezes por dia, e pronto. A esperança é que me condicione a lembrar que não preciso disso, e que diminua ainda mais essa marca automaticamente, com o tempo. Mas é com o tempo. 😉

Outra estratégia que pensei – dessa vez pra driblar o perfeccionismo, um dos pais da minha ansiedade – foi criar um projeto que apelidei de “dias úteis”. Quero fotografar, de segunda a sexta, coisas que tornaram aquele meu dia útil, que fizeram meu dia valer a pena. Uma única foto por dia, de preferência de coisas que não sejam cumprir tarefas, mas sim imagens que descrevam coisas boas que senti, pensei ou que fiz e me fizeram sentir bem. Ainda na linha de raciocínio de afastamento da internet, a ideia inicial do projeto não é torna-lo público. Será um projeto meu. Ainda não sei como vou guardar as fotos, mas quando começarem as aulas – e eu começar o projeto – penso nisso.

Uma recente visita à Tati me fez perceber que talvez meu vício em listar tantos projetos mais me atrapalhe que ajude na organização. Quero evitar também fazer mil listas no papel pra ver se paro de faze-las também mentalmente. Jamais desejaria que alguém passasse por isso porque é bem ruim. Acordo à noite, me desligo durante filmes e aulas idealizando uma Luísa que ninguém conseguiria ser.

“Você tem que começar por dentro, se não vai acabar pisando no limpo”, disse a Crazy Eyes certa vez em Orange – e eu anotei, claro. Fico tentando gerir mil projetos de uma só vez e é óbvio que isso só pode não dar certo. O que acontece no final é que eu não fico satisfeita com nada do que fiz, porque, de qualquer forma, sempre vão ter sempre 40 mil coisas na minha lista de afazeres. Isso é doentio e eu quero mais saúde 🙂

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“You gotta start the inside out or else you’ll step on the clean”.

Para isso, vou desinstalar o Google Keep e o Evernote do meu celular. E quero tentar manter o livro dos dias com menos listas. Criei duas regras: só vou anotar no calendário coisas que tenham um prazo definido, e, no pratododia, anotar no máximo duas tarefas que demandem mais esforço ou tempo, que serão meus focos daquele dia. Todo o mais que eu puder e quiser adiantar, anoto depois de feito, em outra cor. No mais, anotarei apenas coisas que precise lembrar, como senhas, títulos de xerox que preciso tirar, endereços, telefones e coisas do tipo. Não há a menor necessidade de anotar todas as coisas que quero comprar pra casa ou os lugares onde quero ir. Vou trocar a sessão de “devaneios” por “projetos” e só vou inserir lá coisas que já estejam em andamento. Ou demais projetos que estejam em processo de maturação, continuarão só na minha cabeça até a hora de poder realiza-los, de fato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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