a vida tem umas cenas engraçadas, né?

eis-me aqui, na corda bamba esquisita de um relacionamento que não sabe bem o que é ou o que virá a ser, no último meu dia de eles não usam black tie, e, ansiosa que sou, fui dormir ontem sonhando a primeira cena da peça que eu mesma quero escrever.

(se Guarnieri o fez com 22, porque eu não posso fazê-lo aos 23?)

hoje, sentando para alinhar as ideias ao papel, fui fuçar as peças teatrais que tenho, e encontrei, láa no fundo da gaveta, uma cópia de eles não usam black tie que eu nem lembrava que tinha. nem lembrava onde consegui o texto, até que li o nome de Laisa escrito na capa. “e me lembrei que só nasci pra ser pessoa boa”.

os silêncios dela não conseguem calar tudo o que já foi dito, vivido, sorrido. o filme que eu vivi, que costumava chamar de minha festa favorita, segue preservado intacto – com todos seus defeitos e qualidades – numa velha cópia de uma peça escrita em 1955.

“todo sopro que apaga uma chama reacende o que vem pra ficar”.

enquanto eu for capaz de fazer conexões loucas entre guarnieris, anitellis, amores e anseios passados, presentes e futuros, há de valer a pena estar viva e rabiscar as páginas em branco que eu conseguir vislumbrar.

(quando acabar, é só comprar outra resma e costurar tudo de novo)

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