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21/4, 20h11

Uau! Essa me pegou de surpresa! Logo hoje, que voltei pra casa justamente refletindo sobre não ter sentido necessidade de escrever neste diário durante todo o dia – apesar de, obviamente, ter pensado em você algumas vezes – um ciúme danado resolveu me atravessar. Estava eu ouvindo uma música meio brega do Zeca Baleiro tentando organizar/re-decorar meu quarto quando, do nada, me veio a percepção de que você é livre. Não que antes você não fosse – me refiro a podermos ficar com outras pessoas enquanto namorávamos, devido a um acordo entre a gente sobre isso – mas agora é diferente. Se você beijar alguém, eu não vou ficar sabendo. Você não vai me contar, entre lágrimas, com quem foi, como foi, porque foi. Eu não vou te abraçar, ainda que você chore e se arrependa sozinha, por conta própria. Você pode e vai ser feliz e triste sem que eu esteja por perto. E isso fez com que eu me contorcesse por dentro! Será que está aí a chave da estranheza da minha ausência de ciúme? Será que isso explica o que sempre me perguntei sobre não sentir nem um pinguinho de ciúme de você com outras pessoas? Sinto ciúme do que não sei. Sinto ciúme do que minha mente pode inventar. Você sabe, posso ser bem criativa se eu quiser… Sinto ciúme do que tu pode ser sem que eu esteja por perto pra, de alguma forma, ser contigo.
Não to conseguindo arrumar o quarto. Não consigo decidir o que queiro deixar visível, na estante, e o que pode ficar de mais difícil acesso, dentro do armário. Quanto será, você diria, isso não diz da minha psiquê? Nem precisaria você dizer. É claro que eu pensei nisso. Se a necessidade de organizar e redecorar o quarto é a mesma de me organizar e me repaginar, interior e exteriormente, é coerente que o que eu deixe guardado simbolize o que vai ficar lá no fundo falso do subconsciente. Por isso a escolha é tão difícil.
Que diacho, mulher. Até de longe tu vem me dar lição?
(ou… quanto de nós será que eu inventei?)

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Autor:

Carioca, 22 invernos, leão com touro. Gosto de apreciar e busco produzir arte. Sou professora. Faço cadernos. Amo. Assim, intransitivo, mesmo.

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