em

acho que eu voltaria com você. voltaria, sim, se a gente sentasse pra conversar e resolver nossas questões. se nos dispuséssemos a tocar esse projeto de vida que tivemos em comum.

fico querendo que vc leia essas coisas que eu escrevo como quis que tu me buscasse tantas vezes, mas esse não é teu jeito de dar carinho e tive que aprender a respeitar isso na marra. e tu vai ter que aprender na marra tb a aprender a lidar com minha necessidade de me resguardar e falar por aqui o que não vou mais falar diretamente pra você. porque se não me fiz entender até agora, não sei mais em que língua falar. meu léxico acabou. mas pelo menos, escrevendo aqui, minha consciência fica tranquila, porque aqui você pode ler, se isso te ocorrer (coisa que acho pouco provável, mas ok). assim, eu não mato totalmente a possibilidade de me comunicar contigo, não preciso me rasgar inteira pra falar essas coisas pela milésima vez com você e não preciso também guardar tudo em mim. quando escrevo, as ideias fluem melhor. mesmo que estas jamais cheguem ao seu destinatário.

enfim, voltando, e falando em voltar: é, talvez eu voltasse com você. agora. já. mas pra você não dá, não tem jeito. “pelo menos não agora”. e eu acho que isso é matar qualquer futuro, embora, é verdade, não saibamos nada do depois, mas já vi esse filme antes. querendo ou não, tenho uns aninhos a mais do que você e alguma coisa eles significam. te vejo fazendo coisas, tendo pensamentos e reações que eu tive sobre términos anteriores na minha vida, e consigo presumir a lógica que te guia. já passei por ela. já me consolei por ela. mas to vivendo aqui e agora, e dane-se qualquer futuro. mesmo porque, ainda que eu não te olhasse na cara por 20 anos, se no 21º ano conversássemos e decidíssemos viver tudo com a intensidade de um namoro adolescente, assim seria feito, porque assim teríamos decidido.

pra você, talvez, eu me negar a ser tua amiga e optar por me resguardar nesse momento é que mate qualquer possibilidade de algo, mas se pra você não cabe o pacote completo, pra mim não cabe só a amizade. “pelo menos não agora”, revido te parafraseando. e digo “só” amizade sem menosprezar esse sentimento, que amizade é coisa importantíssima pra mim. só que não fomos um tipo comum de amizade. tivemos uma amizade incondicional, e não é possível voltar a ela sem sermos um casal. simplesmente não é possível, está além das minhas capacidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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