em

estive pensando sobre o quanto eu me valorizo a partir de parâmetros externos e sobre como isso é equivocado.

sinto que eu não deveria “ser” as coisas que fiz de forma satisfatória (sob a ótica de quem?). eu sou, e ponto. e está sido.

me pego pensando no que vou estar fazendo em 2018. oras, estamos no meio de 2017 ainda. e se não engatar uma pós na graduação? e se não passar pra pós NEM pra martins pena? vou fazer o que da vida? e se deixar a faculdade sem sentir que fiz dela o que queria ter feito? por que eu tenho com tanto afinco me encaixar dentro das minhas próprias expectativas? porque me analiso obsessivamente tentando evoluir e evitar padrões de auto sabotagem? não é essa auto análise uma auto sabotagem obsessiva por si própria? e se as coisas saírem dos meus planos meticulosos? e se a vida for só vida? e se eu ler os livros que aparecerem nos caminhos, conhecer pessoas pra além do que seria capaz de imaginar, escrever coisas que jamais havia cogitado? e se? por que diabos tentar fazer a vida caber num cronograma?

eu to de saco cheio de ser tão cruel comigo. eu só quero uma vidinha, bem mansa, no diminutivo, mesmo. como se a existência se resumisse a rede e brisa.

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