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pride.

foi a partir de um episódio de sense8 que eu comecei a pensar na polifonia dessa palavra que tentei abolir de mim por tanto tempo. orgulho. e perceber essa polifonia foi fundamental para que eu me orgulhasse do que eu sou (ou do que eu era, e verdadeiramente fui, verdadeiramente acreditei ser na época).

me orgulho de todas as ações que fiz na minha vida em busca de mim mesma e em nome de qualquer coisa que fizesse parte da minha ideia de amor. foi tudo genuíno e tudo me tornou quem eu sou hoje, e tenho orgulho de ser, também – seja lá o que for, seja lá o que eu seja, sejá lá o que eu venha a ser.

quero desenvolver essa capacidade de ajustar as lentes da perspectiva toda vez que me sentir angustiada por não saber me definir e sentir necessidade de definição. quero trocar a angústia por curiosidade, como quem anseia animadamente e em paz pelas próximas páginas de um livro bom. quero perceber, de cada palavra, faceta, vivência ou sentimento, o lado que me fizer sentir melhor comigo mesma e com o mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Autor:

Carioca, 22 invernos, leão com touro. Gosto de apreciar e busco produzir arte. Sou professora. Faço cadernos. Amo. Assim, intransitivo, mesmo.

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