eu e o blog

   Arte, a meu ver, é tudo aquilo que faz sentir. Faz sentir bem, faz sentir mal, faz sentir raiva, faz sentir medo, faz sentir catarse, faz sentir vivo, faz sentir.
   Zanni é o nome do personagem que lá na commedia dell’arte italiana originou o Arlequim que a gente conhece. Aquele cara, o bobo da corte, que nutre uma paixão vã pela Colombina, que faz ele acreditar que eles vão ficar juntos, mas que no final das contas fica mesmo é com o Pierrô. Mas tudo bem, porque o Arlequim não é feliz nem triste: é poeta. Gauche. Clown.
   Tenho fascínio pelo torto. Pelo intento vão. Pela esperança ingênua dos quixotes e peterpans. Zanni é, também, o nome de uma cerveja preta, de um circo e de uma marca de sapatos, além de ser meu sobrenome. Sou trovadora desde o sangue e vivo pra contar histórias. As que ouvir dizer, as que viver e as que inventar.
   Me formo (espero) bacharel em Letras Português/Espanhol no final de 2015 (update em ABR/2016: FORMADA!), e ainda fica pendente concluir a licenciatura. Sou apaixonada por linguagem de modo geral, e A-MO sala de aula. Um dos intuitos do blog é postar o que encontro e/ou produzo de material didático que acho bacana compartilhar. Arriba la enseñanza creativa!
   Este é o quinto blog que crio, tendo os quatro anteriores sido: um secreto, no qual quase nunca posto e que até hoje ninguém leu; um doente, de desabafos anoréxicos, já deletado do virtual e do real; e três de escrita amadora, de música, de amores, sonhos e aflições – provavelmente bem semelhantes a este que nasce agora. Sete anos depois e ainda tenho os mesmos sonhos. A mesma necessidade de me expressar.
   O que mudou, então? Por que um quinto blog? Oras, quem mudou fui eu. Há quem mude drasticamente o corte ou a cor do cabelo, eu mudo de blog.
   Mudei quando aprendi a fazer cadernos. Isso foi o suficiente pra me sentir integrante da classe de pessoas que fazem arte com as mãos. Artesanos. Sou aprendiz, professora, artista, artesã. Levanto a bandeira das coisas feitas à mão, dos encontros intimistas, dos detalhes, das idiossincrasias. É a isso  que chamo poético, divino. Em meio a tanta virtualidade, automatismo e pré-fabricações, o amor ainda é artesanal.
Com açúcar, com afeto,
      Luísa Zanni
Anúncios

1 comentário Adicione o seu

  1. Rodrigo disse:

    Luísa, boa noite!
    O meu pai achou o seu crachá da eletrobras, e gostaria de entregar!
    Ele me falou que estava indo para o maracanã caminhar e viu o seu crachá no chão!
    Caso vc ainda precise do crachá, me avise. caso já tenha providenciado um novo, me avise tbm, pois aí descarto esse aqui!
    (21) 992 111 301

    Att,
    Rodrigo

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s